quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pintura moody e geracional


Por volta de 1969 (tinha tomado o banho tépido e distante dos acontecimentos de 68 que nos chegavam por portas e travessas via Paris Match e outras, tantas vezes ao som do «Nights in White Satin») quando saiu o «On Threshold of a Dream» ainda se ouvia o «In Search of the Lost Chord», sobretudo o tema «The Word» (talvez a primeira vez que ouvi algo próximo da arte do «spoken word») logo seguido do referente «OM», no entanto aquilo que mais me impressionava era a «cover art» de Philip Travers de ambas as capas e que contribuiu decididamente para eu comprar os LPs, assim como para me fazer crer que poderia pintar aqueles estados de alma.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Knut Andreassen's photos for memory and honour, and some explanations for those of you that don't understand portuguese neither swedish



It was Knut Andreassen, the norwegian photographer in Lund, who asked me to record the voice of a portuguese soldier in the filmed version of the Historieboken that was going to be made in 1972/73. Then he showed me some photos he had taken in the liberated areas of the Portuguese African colonies, picturing for the world, for the first time, schools, medical care and other civic and military activities going on under the liberation wars in Guinea, Angola and Mozambique. For me, a young Portuguese university student, candidate to deserter, it was a revelation that influenced my all life and further opinions. Thank you Knut.

domingo, 17 de outubro de 2010

Keops Pyramid



Lund, 27 de Janeiro, 1973 - Manifestação de protesto contra o assassínio de Amílcar Cabral - Knut Andreassen segura uma das hastes da bandeirola e a Ann Schlyter segura na outra, o Zé Ferraz leva uma bandeira da Frelimo com a Gunnel ao lado, a Margot leva uma bandeira do MPLA e eu devo andar por ali perto de megafone em punho, enquanto o Romeu passeia o camuflado militar de pele branca para a neve com as mãos nos bolsos que o frio não era pouco e penso que o Joaquim Leite vai à sua frente com casaco semelhante. Penso que a Helena Davidson também deveria estar por ali, perto do Joakim. Na cabeça, para além das palavras de ordem, seguramente a música dos Hoola Bandoola Band.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Inícios dos Rituais da Flajazzação





Nós Somos os Flajazzados do Vento-Leste ...

(Segundo título de obra de Manuel Lopes, poema de Ovídio Martins e recordação de Knut Andreassen, para uma homenagem na Universidade do Algarve aos 50 anos de carreira mediática do José Duarte)

Oração

Perdão Manuel Lopes, Perdão Ovídio Martins

Por este sacrilégio neo-realista, neo-simbólico, Neo-Jazzístico,

Mas para cuja alma crioula, eu peço a vossa bênção,

Neste texto roubado, vilipendiado, truncado, trocado, fulano, mestiço, cigano, branco, preto, índio e texano, do sul, onde

Nós Somos os Flajazzados do Vento-Leste ...

A nosso favor
não houve campanhas de musicalidade
não se abriram os palcos para nos abrigar
e não houve tapetes estendidos encarnadamente para nós

Somos os Flajazzados do Vento-Leste ...

O contra-mar transmitiu-nos a sua perseverança
E aprendemos com o contra-vento a bailar na desgraça
As cabras ensinaram-nos a comer pedras para não perecermos,

- The bitches teached us to eat rolling stones,

Nós Somos os Flajazzados do Vento-Leste ...

Morremos e ressuscitamos todos os anos, em Cascais,
no desespero dos festivais que nos impedem a caminhada
Teimosamente continuamos de pé, e alguns já sentados,
num desafio aos deuses e aos homens da rés-música.

E as estiagens já não nos metem medo
porque descobrimos a origem das coisas
(quando pudermos!… Enquanto pudermos…)

Somos os Flajazzados do Vento-Leste ...

Os homens da rés-música esqueceram-se de nos chamar irmãos
E as vozes solidárias que temos sempre escutado
São apenas
as vozes do mar, do contra-mar,
que nos salgou o sangue,
as vozes do vento, do contra-vento,
que nos entranhou o ritmo do equilíbrio do contra-tempo
e as vozes das nossas montanhas
estranha e silenciosamente musicais,

Por entre as brumas da memória

Que Jazz-em 1, 2… 1, 2, 3, 4, 5 minutos de Jazz

Nós Somos os Flajazzados do Vento-Leste ...

(plagiado, triturado e adaptado por Vítor Reia, em Faro, que é Faro, 2009)

domingo, 18 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Palau de les Arts - Valência


Santiago Calatrava, claro!

domingo, 4 de julho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nos Caminhos da Flajazzação

E o próximo, será assim? Com Vuvuzelas e Marcação à Zona?

sábado, 5 de junho de 2010

O Último Concerto em Almodôvar

Momento de grande intensidade flajazzativa durante o último concerto em Almodôvar.

domingo, 9 de maio de 2010

Next stop: Valado de Frades

Ontem, em Tavira, não correu mal e o Tó Viegas conseguiu gravar tudo, a próxima paragem será no Festival de Jazz de Valado de Frades, em 15 de Maio.
E entretanto já há alguns sons para serem ouvidos na rede!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quem é que não vê os submarinos?

Os submarinos quando andam à chuva, molham-se?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

The First Night at Pátio das Letras

Com a autoria fotográfica da Ana C.

domingo, 4 de abril de 2010

Os Flajazzados vão entrando no MySpace

E já têm página, mérito do Pinto, but don't despair with the photo, others will come...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

do Veludo Profundo ao Puro Veludo


Por sugestão do David, associei este Bourée à flauta mais aveludada das flautas que já ouvi e a Femme Fatale Nico ao metropolitano mais aveludado em que já viajei.

domingo, 28 de março de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Nos Artistas, à media luz, em Faro que é Faro

Nós fomos os flajazzados do vento leste e até já parecia TempodeVerão,...

sexta-feira, 12 de março de 2010

sábado, 6 de março de 2010

Os Frutos Proibidos de Luis Buñuel

Será o tema de uma Conferência que terá lugar na Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade de Málaga, esta segunda, dia 8/3/2010.

quinta-feira, 4 de março de 2010

AVANCA | CINEMA


Conferência Internacional Cinema - Arte, Tecnologia, Comunicação.

De 28 a 30 de Julho de 2010,

em Avanca.

Mais informação em http://www.avanca.org/


Cinema International Conference - Art, Technology, Communication.

July 28 - 30, 2010,

in Avanca, Portugal.

More information in www.avanca.org/EN/index_en.php

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Pai


"A morte saiu à rua num dia assim, naquele lugar sem nome pra qualquer fim..."

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Lisbeth Salander - Hasta la Vista, Siempre!

ilustração de Vítor Ferreira
O artigo de capa da Pública de hoje é sobre o charme cada vez menos discreto, logo, eventualmente também cada vez mais pequeno-burguês, dos policiais nórdicos e sobretudo suecos, onde a jornalista Clara Barata dá boa nota de um conjunto de fenómenos socio-culturais que podem ajudar a perceber melhor porque é que ficamos agarrados às escritas policiais que nos chegam do frio. Será Lisbeth Salander o Che Guevara dos nossos dias?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Artes idas


Quando alguém ainda criticava alguma coisa de jeito, logo a caixinha mágica tirava uns fantasmas da manga.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Flajazzar o Zé Duarte


no Gimbras e (antes) na Universidade.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Fando e Lis em Faro


Teatro Municipal de Faro

(Pequeno Auditório)

A PESTE – ASSOCIAÇÃO DE PESQUISA TEATRAL

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ritos da Flajazzação

Entremeados com "Master-Homenagens" e "Unidades de Produção Jazzística"
aqui fica a agenda dos mais próximos rituais.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Talvez recomece

Quem sabe? Com os Ritos da Flajazzação!

Secou a conversa

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Conversa (a)fiada?


«Boa conversa!»
«Boa conversa!»

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Quem sabe? Quem escuta? Quem não sabe?


«Eu não sei
se eles não sabem
que eu não sei
que eles não sabem
que eu não sei ... »

(imagem retirada de rtp.pt)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

E o Algarve pós-votos?


Isto assim, até parece quase um blogue eleitoral, ou de política, ou de outra coisa qualquer de que costumamos fugir a sete pés, ...

(Também publicado no

Nestes últimos dias de campanha para as legislativas, que se confundem com os das autárquicas em banho-maria, após um já longo período de pré-campanhas para umas e outras em que se misturam as mensagens, os agentes, as promessas e os tons eleitorais (tantas vezes eleitoralistas), dou por mim a pensar no «Algarve pós-votos» em que eu gostaria de viver, mas para cuja concretização, de facto, não acalento grandes esperanças, independentemente de quais venham a ser os resultados dos diferentes escrutínios.
E no entanto, algumas das questões que agora me passam pela mente até são abordadas pelas campanhas de vários candidatos, a vários níveis…, mas mesmo assim, duvido. Vejamos porquê.
Gostaria de, após exercer o meu dever cívico de eleitor, poder utilizar boa uma rede de transportes públicos, integrados de comboios ou metro de superfície com autocarros não poluentes, que me levassem sem grandes peripécias e enorme imprevisibilidade a qualquer local da região, ou, pelo menos, a uma parte significativa dos locais com alguma importância pública ao longo do litoral. Penso que não era pedir muito.
Por exemplo, poder vir do aeroporto de Faro, para Faro, pelo menos às horas mais normais do respectivo tráfego aéreo, confiando nos horários e percursos indicados (se fossem de facto indicados).
Ou então poder ir de Faro a Sagres sem gastar um dia inteiro de esperas e desencontros entre diferentes meios de transporte, horários e plataformas de comutação. Já agora, não me desgostaria poder andar de bicicleta ao longo da magnífica linha de costa algarvia sem a ilusão traiçoeira e completamente assassina, do ponto de vista da segurança rodoviária, que representa uma famigerada linha azul a fazer de ciclovia-travesti em muitos troços para tal assinalados, só para inglês ver e para os fundos comunitários enganar.
Gostaria de poder andar por todo o lado sem a lixeira contínua ao longo das estradas e ruas, qualquer estrada…, qualquer rua…
Gostaria, enfim, de poder andar por qualquer passeio sem a praga omnipresente de automóveis inamovíveis e intocáveis…
Como referi, vários candidatos tocam estas teclas nas suas campanhas e pré-campanhas, mas eu duvido, é que nestas coisas eu já estou como aquele santo, ver para crer! Por outro lado, aquilo que eu dispensaria de bom grado ao longo destes já longos dias de campanhas e pré-campanhas, são aqueles cartazes ou «out doors» mastodônticos onde se exibem algumas das principais personagens eleitorais, em fotografias da mais duvidosa qualidade fotogénica, as quais, para além de constituírem por vezes verdadeiros atentados paisagísticos, têm também a inevitável função de nos fazer cansar daquelas carantonhas perenes. Na verdade, de tão insistentemente perenes que se nos apresentam, essas mesmas carantonhas, correm um sério risco de se tornar caducas por redundância – é uma das leis da incomunicação. Embora, em boa verdade, algumas já sejam caducas por natureza, mas mesmo assim, eu dispensava…

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Nas Europeias, porque votaram os portugueses como (não) votaram?

As abstenções.
Primeiro porque estão fartos do tom trauliteiro das campanhas, mas que se estende ao próprio parlamento da república onde cada interveniente procura elevar a voz bem mais alto do que o seu interlocutor e rematar com um «soundbyte» jocoso que lhe garanta algumas gargalhadas dos seus vizinhos mais próximos, o qual não deixa nem a mais ínfima margem para qualquer debate sério, honesto e fundamentado sobre os problemas em questão.
Depois porque bem pode o PSD vir dizer que é a única alternativa ao PS que já ninguém acredita tratar-se de qualquer verdadeira alternativa, mas tão só de alternância em que os «jobs» passam dos «boys» de um partido para os «boys» do outro, sendo que das demais formações partidárias, mesmo com a previsível subida do BE face ao clima propício a manifestações de descontentamento geral, ninguém espera qualquer alternativa nem tão pouco alternância, quanto mais não seja pela falta de jeito de algumas, como, também, pela apetência sôfrega e desmedida de outras (o CDS já por lá andou a alternar e deixou esse facto bem claro).
Estes factores justificam só por si e em muito os quase 2/3 de abstenções.

Os que votaram Branco (perto de 5%).
Pelas mesmas razões dos anteriores, mas querendo afirmar de forma mais militante e determinada que o presente «status quo» da república (mesmo em maré de ir a banhos europeus) está muito semelhante ao do velho aforismo: «isto já parece mais uma república do que outra coisa».

Os que não votaram PS.
Porque estão fartos dos ares socráticos e arrogantes qb do «big boss» e também não encontraram nenhum antídoto credível nos ares patuscos do avô cantigas (aliás, muito menos vital do que o outro), como professor de fila dos candidatos pê-esses, sobretudo quando empurrado para a traulitada até mais não pelo próprio engenheiro.

Os que não votaram PSD.
Porque não gostaram dos primeiros «outdoors» do chefe das hostes laranja atufadamente abotoado como quem quer rebentar pelas costuras o espartilho do fato, facto, de aprimorado corte neo-liberal recauchutado, a dar para o executivo MBA à pressa.

Os que votaram BE.
Porque estava lá uma carinha laroca (Marisa Matias) a fazer esquecer os ares de padreca inveterado (Louçã), de sacristão safado que vai à socapa às galhetas (Portas) e de intelectual caixa de óculos metido a cronista de referência (Tavares).

Os que votaram CDU.
Para ver se algum dos Verdes seria capaz de se juntar ao Cohen Bandit lá nas lides parlamentares europeias.

Os que votaram CDS.
Para ver se o Nuno Melo também sabe cantar o fado, qual marialva de camisa aberta no peito e leve madeixa ao vento, para camones fora de Portas.

Os que votaram Nulo (perto de 2%).
Porque alguns ainda não sabem ler, outros ainda não sabem ver bonecos e outros, ainda, não querem deixar o voto contra a república das bananas apenas em branco.

Os outros todos juntos (perto de 5%).
Porque gostaram da Laurinda Alves, por saudades do Garcia Pereira, ou por defeito do tipo cruzinha automática do euromilhões.
Logo, feitas todas as contas, ganharam obviamente os que (não) votaram em massa por um mesmo ideário, qualquer que pudesse ter sido, com as consequências previsíveis de um tal acto de (não) voto. A democracia (não) agradece.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Âncoras-a-ver-o-Mar

© vr-b, 2009, Pedras d'el Rei, Tavira.
«... mar salgado, quanto do teu sal...»

terça-feira, 2 de junho de 2009

The Accident as a Work of Art

© AFP/Johnsson Liu, September 21, 1999, Wufeng, Taiwan.

No sítio da «Fondation Cartier pour l'art contemporain» Paul Virilio apresenta diferentes exemplos de imagens obtidas em contextos de acidente e catástrofe que, no entanto, podem ser considerados como obras de arte. Polémico?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Arraial

© vr-b, 2009, Pedras d'el Rei, Tavira.

Depois da sobriedade da chaminé alentejana, autêntico torreão da dignidade inabalável daquelas gentes, a placitude de um velho arraial de armação inerte, ... mais ao sul.

domingo, 24 de maio de 2009

Chaminé Alentejana

© vr-b, 2009, Porto da Espada, Marvão, Alto Alentejo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sun, Shadow, Sand... and ... Fence ...

© vr-b, 2009, ... do we need a fence ... to ride ...

domingo, 17 de maio de 2009

The Universal Work of Art … from Chaos to Cosmos … it Flows in Pink ... on the Dark Side ... and in Deep Blue ... Marine ...

En haut les galaxies observées avec le HST.
En dessous analyse des mouvements de gaz avec FLAMES/GIRAFFE.
© ESO/Hammer et al.

Considering Paul Hertz's comments: «Do artists discipline themselves to chaos : scientists discipline themselves of chaos?», according to Sarah Jane Pell, <http://www.underseacolony.com/>
and thanks to the information of Roger Malina at the Le LAM – Le Laboratoire d'Astrophysique de Marseille:
The Universal Work of Art ...
…, which science tries to study, understand and explain, although the «astronomical communication domine» shared by the author, the critic and the public (even the solicitors) has not always been that easy to define… nevertheless, optical, electronic and digital media have done quite a lot to make it closer, more visual and less abstract … yet, the big picture is still quite puzzling and therefore attractive …, in fact, attraction is one of its most interesting structural aspects … who knows if, one day, it will be possible to discover its mechanism of «montage des attractions»?

sábado, 16 de maio de 2009

The true work of art ...



... is but a shadow of the divine perfection (Michelangelo).
É o que diz, em sueco (Det sanna konstverket är endast en skugga...) , na escultura junto ao cais da cidade velha de Estocolmo, à qual se apoia o Patrono.
Sobre o Patrono.
Já foram muitos os alpites que chegaram, por mail, por comentário e até de viva voz sobre quem é o Patrono. And the winner is ... Francisco ... com «Van Morrison»! De facto o melhor e o mais apetecível, mas não o mais certo.
Já fui deixando várias pistas e também já chegaram vários «on the mouche», a primeira foi a Isabel, depois o Carlos e o Zé (penso que acertou, mas já não me lembro muito bem). Ficam agora imagens maiores e um pouco mais contextualizadas.