quinta-feira, 1 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Quem sabe? Quem escuta? Quem não sabe?


«Eu não sei
se eles não sabem
que eu não sei
que eles não sabem
que eu não sei ... »

(imagem retirada de rtp.pt)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

E o Algarve pós-votos?


Isto assim, até parece quase um blogue eleitoral, ou de política, ou de outra coisa qualquer de que costumamos fugir a sete pés, ...

(Também publicado no

Nestes últimos dias de campanha para as legislativas, que se confundem com os das autárquicas em banho-maria, após um já longo período de pré-campanhas para umas e outras em que se misturam as mensagens, os agentes, as promessas e os tons eleitorais (tantas vezes eleitoralistas), dou por mim a pensar no «Algarve pós-votos» em que eu gostaria de viver, mas para cuja concretização, de facto, não acalento grandes esperanças, independentemente de quais venham a ser os resultados dos diferentes escrutínios.
E no entanto, algumas das questões que agora me passam pela mente até são abordadas pelas campanhas de vários candidatos, a vários níveis…, mas mesmo assim, duvido. Vejamos porquê.
Gostaria de, após exercer o meu dever cívico de eleitor, poder utilizar boa uma rede de transportes públicos, integrados de comboios ou metro de superfície com autocarros não poluentes, que me levassem sem grandes peripécias e enorme imprevisibilidade a qualquer local da região, ou, pelo menos, a uma parte significativa dos locais com alguma importância pública ao longo do litoral. Penso que não era pedir muito.
Por exemplo, poder vir do aeroporto de Faro, para Faro, pelo menos às horas mais normais do respectivo tráfego aéreo, confiando nos horários e percursos indicados (se fossem de facto indicados).
Ou então poder ir de Faro a Sagres sem gastar um dia inteiro de esperas e desencontros entre diferentes meios de transporte, horários e plataformas de comutação. Já agora, não me desgostaria poder andar de bicicleta ao longo da magnífica linha de costa algarvia sem a ilusão traiçoeira e completamente assassina, do ponto de vista da segurança rodoviária, que representa uma famigerada linha azul a fazer de ciclovia-travesti em muitos troços para tal assinalados, só para inglês ver e para os fundos comunitários enganar.
Gostaria de poder andar por todo o lado sem a lixeira contínua ao longo das estradas e ruas, qualquer estrada…, qualquer rua…
Gostaria, enfim, de poder andar por qualquer passeio sem a praga omnipresente de automóveis inamovíveis e intocáveis…
Como referi, vários candidatos tocam estas teclas nas suas campanhas e pré-campanhas, mas eu duvido, é que nestas coisas eu já estou como aquele santo, ver para crer! Por outro lado, aquilo que eu dispensaria de bom grado ao longo destes já longos dias de campanhas e pré-campanhas, são aqueles cartazes ou «out doors» mastodônticos onde se exibem algumas das principais personagens eleitorais, em fotografias da mais duvidosa qualidade fotogénica, as quais, para além de constituírem por vezes verdadeiros atentados paisagísticos, têm também a inevitável função de nos fazer cansar daquelas carantonhas perenes. Na verdade, de tão insistentemente perenes que se nos apresentam, essas mesmas carantonhas, correm um sério risco de se tornar caducas por redundância – é uma das leis da incomunicação. Embora, em boa verdade, algumas já sejam caducas por natureza, mas mesmo assim, eu dispensava…

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Nas Europeias, porque votaram os portugueses como (não) votaram?

As abstenções.
Primeiro porque estão fartos do tom trauliteiro das campanhas, mas que se estende ao próprio parlamento da república onde cada interveniente procura elevar a voz bem mais alto do que o seu interlocutor e rematar com um «soundbyte» jocoso que lhe garanta algumas gargalhadas dos seus vizinhos mais próximos, o qual não deixa nem a mais ínfima margem para qualquer debate sério, honesto e fundamentado sobre os problemas em questão.
Depois porque bem pode o PSD vir dizer que é a única alternativa ao PS que já ninguém acredita tratar-se de qualquer verdadeira alternativa, mas tão só de alternância em que os «jobs» passam dos «boys» de um partido para os «boys» do outro, sendo que das demais formações partidárias, mesmo com a previsível subida do BE face ao clima propício a manifestações de descontentamento geral, ninguém espera qualquer alternativa nem tão pouco alternância, quanto mais não seja pela falta de jeito de algumas, como, também, pela apetência sôfrega e desmedida de outras (o CDS já por lá andou a alternar e deixou esse facto bem claro).
Estes factores justificam só por si e em muito os quase 2/3 de abstenções.

Os que votaram Branco (perto de 5%).
Pelas mesmas razões dos anteriores, mas querendo afirmar de forma mais militante e determinada que o presente «status quo» da república (mesmo em maré de ir a banhos europeus) está muito semelhante ao do velho aforismo: «isto já parece mais uma república do que outra coisa».

Os que não votaram PS.
Porque estão fartos dos ares socráticos e arrogantes qb do «big boss» e também não encontraram nenhum antídoto credível nos ares patuscos do avô cantigas (aliás, muito menos vital do que o outro), como professor de fila dos candidatos pê-esses, sobretudo quando empurrado para a traulitada até mais não pelo próprio engenheiro.

Os que não votaram PSD.
Porque não gostaram dos primeiros «outdoors» do chefe das hostes laranja atufadamente abotoado como quem quer rebentar pelas costuras o espartilho do fato, facto, de aprimorado corte neo-liberal recauchutado, a dar para o executivo MBA à pressa.

Os que votaram BE.
Porque estava lá uma carinha laroca (Marisa Matias) a fazer esquecer os ares de padreca inveterado (Louçã), de sacristão safado que vai à socapa às galhetas (Portas) e de intelectual caixa de óculos metido a cronista de referência (Tavares).

Os que votaram CDU.
Para ver se algum dos Verdes seria capaz de se juntar ao Cohen Bandit lá nas lides parlamentares europeias.

Os que votaram CDS.
Para ver se o Nuno Melo também sabe cantar o fado, qual marialva de camisa aberta no peito e leve madeixa ao vento, para camones fora de Portas.

Os que votaram Nulo (perto de 2%).
Porque alguns ainda não sabem ler, outros ainda não sabem ver bonecos e outros, ainda, não querem deixar o voto contra a república das bananas apenas em branco.

Os outros todos juntos (perto de 5%).
Porque gostaram da Laurinda Alves, por saudades do Garcia Pereira, ou por defeito do tipo cruzinha automática do euromilhões.
Logo, feitas todas as contas, ganharam obviamente os que (não) votaram em massa por um mesmo ideário, qualquer que pudesse ter sido, com as consequências previsíveis de um tal acto de (não) voto. A democracia (não) agradece.

terça-feira, 9 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

The Accident as a Work of Art

© AFP/Johnsson Liu, September 21, 1999, Wufeng, Taiwan.

No sítio da «Fondation Cartier pour l'art contemporain» Paul Virilio apresenta diferentes exemplos de imagens obtidas em contextos de acidente e catástrofe que, no entanto, podem ser considerados como obras de arte. Polémico?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Arraial

© vr-b, 2009, Pedras d'el Rei, Tavira.

Depois da sobriedade da chaminé alentejana, autêntico torreão da dignidade inabalável daquelas gentes, a placitude de um velho arraial de armação inerte, ... mais ao sul.

domingo, 24 de maio de 2009

Chaminé Alentejana

© vr-b, 2009, Porto da Espada, Marvão, Alto Alentejo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

The Universal Work of Art … from Chaos to Cosmos … it Flows in Pink ... on the Dark Side ... and in Deep Blue ... Marine ...

En haut les galaxies observées avec le HST.
En dessous analyse des mouvements de gaz avec FLAMES/GIRAFFE.
© ESO/Hammer et al.

Considering Paul Hertz's comments: «Do artists discipline themselves to chaos : scientists discipline themselves of chaos?», according to Sarah Jane Pell, <http://www.underseacolony.com/>
and thanks to the information of Roger Malina at the Le LAM – Le Laboratoire d'Astrophysique de Marseille:
The Universal Work of Art ...
…, which science tries to study, understand and explain, although the «astronomical communication domine» shared by the author, the critic and the public (even the solicitors) has not always been that easy to define… nevertheless, optical, electronic and digital media have done quite a lot to make it closer, more visual and less abstract … yet, the big picture is still quite puzzling and therefore attractive …, in fact, attraction is one of its most interesting structural aspects … who knows if, one day, it will be possible to discover its mechanism of «montage des attractions»?

sábado, 16 de maio de 2009

The true work of art ...



... is but a shadow of the divine perfection (Michelangelo).
É o que diz, em sueco (Det sanna konstverket är endast en skugga...) , na escultura junto ao cais da cidade velha de Estocolmo, à qual se apoia o Patrono.
Sobre o Patrono.
Já foram muitos os alpites que chegaram, por mail, por comentário e até de viva voz sobre quem é o Patrono. And the winner is ... Francisco ... com «Van Morrison»! De facto o melhor e o mais apetecível, mas não o mais certo.
Já fui deixando várias pistas e também já chegaram vários «on the mouche», a primeira foi a Isabel, depois o Carlos e o Zé (penso que acertou, mas já não me lembro muito bem). Ficam agora imagens maiores e um pouco mais contextualizadas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

«'Guns, Ganja and Games' anyone?»

Yes, count me in! Mostly because I like titles. They show so much more about our real literacy than we generally think they do. And this one does it! Not only it is an appropriation of another appropriation of still another appropriation, but it is also a statement of the 3 Gs of Prejudice (as we have the 3 Cs of Literacy), and the «Active Voice» of Annie Paul makes it so much clear for us all.
Mes Hommages.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Somos todos a mesma água (do Handel à Denise)

(cão música do título) Cão de Água do Algarve
Somos la misma agua
Por
Mario Salazar Muñoz
educacioncreativa@gmail.com
Hace ya un tiempo atrás, escuché en una conferencia internacional sobre pedagogía intercultural a un profesor de física, quien como parte de su ponencia sobre el modo de enseñar la física en clases cuyos alumnos fueran de diversas identidades culturales, dijo, como si este fuera un dato obvio… El agua que hay sobre la tierra es la misma y que ha existido desde el comienzo de nuestro planeta, por lo tanto, desde el nacimiento de la tierra no se ha creado ni perdido, ni una gota de agua...
“...No se ha creado ni perdido, ni una gota de agua...”
Me pareció fascinante e increíble que el agua que estaba bebiendo quizás podía aún estar presente una lágrima de amor de una joven del Renacimiento, o talvez el resplandor de un arrollo próximo a la habitación de un pueblo andino. No pude dejar de imaginar los infinitos rostros del agua en sus interminables identidades y su posible hermandad con el silencio de las neblinas del sur de mi adolescencia y el paso sin fronteras de las lluvias atravesando el tiempo sobre el mar...
Esta información de las ciencias físicas, este dato presentado como un evento indiscutible, se unió a otro antecedente, que supe de él cuando recién descubría la amplitud de los caminos de la vida, al recordar mi paso por el sur de mi país, cuando asistía al Liceo de Hombres de Temuco, en la época en que ahí llovía aún más que ahora y yo era adolescente. En ese entonces mi profesor de biología, el recordado Sr. Parada, repetía en forma casi mecánica, con la esperanza de que quizás algún día lográramos comprender la magnitud de lo que nos estaba informando, … los seres humanos estamos formados al nacer por un 85% de agua, asimismo en los años de adulto nuestro cuerpo está formado por un 65 % de pura agua en la que sostiene nuestra vida…
Cuando descubrí la relación entre mis dos aguas, la que me habita y la que viaja en el vientre de las nubes, me encontraba en una parte de mi vida que no olvidaré jamás y que a la vez es parte de la historia de mi propio pueblo. Me encontraba muy lejos de Chile, sin poder volver a donde nunca salió mi alma; en esa época en que mi concepto de libertad se había invertido totalmente, en la medida que ser libre significada entrar y ser prisionero era salir hacia una distancia y un tiempo que parecía sin fin...
Al reconocerme como parte del camino del agua me di cuenta que la mayor parte de mi era parte de un algo mayor que mi nostalgia, y que rompía las distancias uniéndome con mayor claridad a mis hermanos de toda la tierra, pudiéndolos sentir más semejantes, más próximos, abriéndose a la vez una nueva vía para reconocerme como parte de todas las formas de vida.
Me pregunté entonces: ¿Será que en la sonrisa de una niña de Valparaíso brilla también el resplandor de las madrugadas del río Magdalena?,¿Dónde nacieron las aguas que me dieron la vida? ¿Quizás en un charco de Estambul o en una llovizna de los bosques de la Sierra Queretana, para unir sus casualidades y transformarse la vida que recibí?
Fue así que comprendí y empecé a sentir que soy parte de algo aún mayor que mi propia sombra, un habitante de este planeta que paradojalmente se llama tierra, de este planeta donde los mares y ríos son el espejo del cielo y cubren su mayor extensión, conteniendo el agua de siempre, el camino infinito de la vida...
Me encontré de este modo, frente a frente a dos antecedentes científicamente probados que llegaban a mi desde dos momentos y espacios tan distintos. Entonces la realidad y la historia de mi realidad se tornó de un color y un sentido nuevo, en el cual las interrogantes se multiplicaron encontrando a la vez respuestas que tenían un sentido más generoso, al preguntarme: ¿Extranjero de qué podemos ser?, ¿Cómo pudo ser que nos llegamos a sentir alguna vez solos?; ¿Qué pasó con las fronteras, esas que las nubes cruzan sin documentación y hasta seguida por los pájaros...?
Desde la razón del agua, la ecología no puede ser sino la historia desconocida y oculta del árbol genealógico de todas las formas del agua, ese nexo transparente desde donde podemos comprender que todas las vidas son nuestra vida.
Al reflexionar desde esta mirada que se abría ante mi, era estar escuchando, como un eco renacido de la misma tierra, las voces de los sabios de los pueblos originarios, al redescubrir el hecho que desde siempre hemos sido primos hermanos de los árboles y también de los pájaros que los habitan y ahora, más que nunca, conscientes de ser hermanos de los que nos reconocemos en el idioma universal de las lágrimas y las sonrisas, formando parte de ese nosotros de colores y miradas que llamamos humanidad, esta tribu de infinitos rostros que ha inventado miles de idiomas y aún no logra entenderse, ese mismo “nosotros” capaz de hacer nacer la primavera en los desierto y a la vez convertir los paraísos que heredamos en infiernos incomprensibles...
El infinito viaje del agua es el interminable tránsito de la vida, entonces, que la vieja imagen de la muerte se bata en retirada, dejando atrás su amenaza de ser la despedida final, desde la mirada de los caminos del agua ella, la triste, adquiere un rostro diferente, como un recodo más del infinito viaje de la vida, quizás el menos luminoso, quizás el más desconocido, pero tan sólo esos, una esquina más de la vida.
Somos la misma agua.
En nuestra sangre podemos imaginar que está navegando la ternura y el brillo de la mirada de una mariposa en su primer vuelo, en nuestro cuerpo también fluye, quizás dormida, la dulzura de un beso inolvidable, nacido en cualquier época, bajo la noche de un lugar sin nombre….
Entonces, cobijados por la generosidad del agua que nos une a la vida, podemos conjugar todas las acciones en un nosotros más amplio y más generoso, porque somos hijos de una misma fuente, herederos de todas las formas vida y de sus infinitos rostros y paisajes.
Dr. Mario Salazar Muñoz
http://www.escritormariosalzar.cl/

sábado, 25 de abril de 2009

Mario, tanto mar ...

O meu amigo Mario Salazar, cantor, músico, poeta, escritor e ilustrador de sonhos, com quem escrevi em sueco o conto para a infância que reside dentro de todos nós «Sagan om Manuel bland Fiskpinnarna» está agora no ciberespaço, numa parcela chilena, onde o podem ver, ler e ouvir:

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Why Glocal Youth?

Some uses for the word «Glocal»:

«The project Glocal Youth has been inspired by a series of questions:
What image of youth world is conveyed by media addressed to youth? Are there any representations and stereotypes which often recur? What are the differences and similarities between media from Europe and from the developing world? Does it emerge a representation of "Global Youth" or do the differences between North and South prevail?»

domingo, 12 de abril de 2009

IX ENCONTROS DE VIANA - CINEMA VÍDEO - AO NORTE

No âmbito dos IX Encontros de Viana – Cinema e Vídeo (de 04 a 10 de Maio de 2009, em Viana do Castelo), a AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual vai promover os workshops:

ESCRITA PARA FICÇÃO, orientado por Gonçalo Galvão Teles;
PRODUÇÃO – A PREPARAÇÃO, orientado por Henrique Espírito Santo;
SOM DIRECTO, orientado por Ricardo Sequeira.

Os workshops decorrem no dia 08 de Maio (sexta-feira), em Viana do Castelo, das 14h00 às 18h00, e destinam-se, preferencialmente, aos estudantes das áreas relacionadas com o Cinema e Audiovisuais, Ciências da Comunicação e Cineclubistas.

Os participantes serão seleccionados por ordem de chegada das suas inscrições, que deverão ser remetidas até ao dia 24 de Abril. A ficha em anexo pode ser fotocopiada ou descarregada da página da AO NORTE em: http://www.ao-norte.com/encontros_2009.htm

O custo de inscrição é de 10€ (a efectuar depois de conhecidos os seleccionados).
Os participantes têm assegurado alojamento nos dias 09 e 10 de Maio, desde que participem nos Olhares Frontais.

sábado, 11 de abril de 2009

Interactive Storytelling

From our colleague Nelson Zagalo, we got this Call for Papers:

CALL FOR PAPERS --- ICIDS - Interactive Storytelling 2009
2st International Conference on Interactive Digital Storytelling
09-11 December 2009, Guimarães Portugal http://www.icids2009.ccg.pt/

Submission Deadline: June 20, 2009

SCOPE
Interactive entertainment, including novel forms of edutainment,therapy, and serious games, promises to become an ever more importantmarket. Interactive Digital Storytelling provides access to social andhuman themes through stories, and promises to foster considerably thepossibilities of interactive entertainment, computer games, and otherinteractive digital applications. ICIDS also identifies opportunitiesand addressess challenges for redefining the experience of narrativethrough interactive simulations of computer-generated story worlds.Interactive Storytelling thus promises a huge step forward for games,training, and learning, through the aims to enrich virtual characterswith intelligent behavior, to allow collaboration of humans andmachines in the creative process, and to combine narrative knowledgeand user activity in interactive artifacts. In order to create novelapplications, in which users play a significant role together withdigital characters and other autonomous elements, new concepts forHuman-Computer Interaction have to be developed. Knowledge forinterface design and technology has to be garnered and integrated.Interactive Storytelling involves concepts from many aspects ofComputer Science, above all from Artificial Intelligence, with topicssuch as narrative intelligence, automatic dialogue- and dramamanagement, cognitive robotics and smart graphics. In order to processstories in real time, traditional storytelling needs to be formalizedinto computable models, by drawing from narratological studies, and bytaking into account the characteristics of programming. Consequently,due to its technological complexity, it is currently hardly accessiblefor creators and end-users. There is a need for new authoring conceptsand tools supporting the creation of dynamic story models, allowingfor rich and meaningful interaction with the content. Finally, thereis a need for theoretical foundations considering the integration ofso far disjunctive approaches and cultures.Before ICIDS, two European conference series had been serving as mainplatforms for these topics:
* ICVS (International Conference on Virtual Storytelling)
* TIDSE (Technologies for Interactive Digital Storytelling andEntertainment)While the venues of these events were traditionally bound to France and Germany, ICIDS is set to overcome also this geographicallimitation.
ICIDS 2009 will be held in the Centro Cultural Vila Flor, inGuimarães, Portugal, EU.
It is organized by the University of Minhoand the CCG Centro de Computação Gráfica, supported by severalpartners.We welcome research papers, case studies and demonstrations presentingnew scientific results, innovative technologies, best practiceshowcases, or improvements to existing techniques and approaches inthe multidisciplinary research field of interactive digitalstorytelling and its related application areas, e.g. games,virtual/online worlds, e-learning, edutainment, and entertainment.
Suggested research topics for contributions include, but are not limited to:
* Interactive Storytelling Theory
* Virtual Characters and Agents
* Environments and Graphical Effects
* Interactive Cinematography
* Design of Sound Interactivity
* Story Generation and Drama Management
* New Authoring Modes
* Narrativity in Digital Games
* Mixed Realities and Mobiles
* Tools for Interactive Storytelling
* Emotion Design for Interactive Storytelling
* Non-Visual Senses for Interactive Storytelling
* Social and Cognitive Approaches for Interactive Storytelling
* Semantic knowledge for Interactive Storytelling
* Real-time techniques for Interactive Storytelling
* Collaborative environments for Interactive Storytelling
* Evaluation and user experience reports
* Case studies and demonstrations

*** SUBMISSIONS ***
All submissions should follow the Lecture Notes in Computer Scienceformat (see “Information for LNCS Authors” at www.springer.de/comp/lncs/authors.html).
Papers must be in English.Only electronic submissions in PDF format will be considered forreview. Submissions (of all categories) that receive high ratings inthe review process will be selected for publication by the programcommittee. They shall be published as Springer LNCS conferenceproceedings. For the final print-ready version, the submission ofsource files (Microsoft Word/LaTeX, TIF/EPS) and a signed copyrightform will be required.
Submission categories:
Full papers (8-12 pages in the proceedings)
Short papers (4-6 pages in the proceedings)
Demonstration and posters (2-4 pages in the proceedings)
For the submission and review process, we will use the Easychairconference management system.
*** IMPORTANT DATES ***
June 20, 2009 Submission deadline (all categories)
August 20, 2009 Author notification of the review result
September 10, 2009 Submission of the print-ready version
December 9-11, 2009 ICIDS Conference Interactive Storytelling ‘09
A limited number of Student Volunteers will be granted free access tothe conference in exchange for helping with on-site organizationaltasks.
Details on application modalities will be published after thereviewing process.
*** PROGRAMME COMMITTEE
***Co-Chairs: Ido Iurgel, Nelson Zagalo, Paolo PettaLocal Chairs: Pedro Branco & Rogério Silva(in construction)
*** CONTACT

terça-feira, 7 de abril de 2009

Al-Gharb-Energy-Sky

© vr-b, 2008, the vanilla fudge energy that «keeps me going on»!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

«Birds Fly Free»

From Rock into Jazz, where Birds Fly Free ... another way of Media Literacy... (cultural, critical and creative) com a música dos Bad Guys e as imagens do cesarengs ...

domingo, 29 de março de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

12 - A Última Página dos Apóstolos / The Last Page ?

James Patrick Page, (1944 -…).
Em 1969 apareceu nas montras das discotecas (lojas onde se vendiam discos) um LP com o estranho nome de Led (mal sabia eu que aquilo era uma espécie de transcrição fonética já a cair para o «heavy») Zeppelin e com a imagem fálica do dirigível na capa a desfazer-se em fumo e chamas, imperceptíveis no grafismo a preto e branco, mas reconhecíveis porque já as teria visto num qualquer apontamento histórico-televisivo. Comprei. No lado B, a terceira música chamava-se Communication Breakdown e acredito que tenha contribuído significativamente para as minhas aprendizagens sobre o assunto. O Jimmy Page, que já tínhamos visto na tela, no Blow Up do Antonioni em 1966, na companhia do Jeff Beck (já a partir a guitarra em palco, confrontando o amplificador em distorção, o que viria a ser a imagem de marca de outro Jimmy em Woodstock, mas este bem mais sensual), encheu os ouvidos do pessoal menos delicodoce e deu-nos a primeira ideia a sério do que queria dizer metal pesado. Confirmou tudo pouco tempo depois com Whola Lotta Love ou Immigrant Song, entre tantas outras, que fizeram a banda sonora do início da década de 70 do século 20. No lugar deste não poderia estar mais ninguém.
(Agora só falta o patrono – o figurão do meio).

terça-feira, 24 de março de 2009

Clapton(mania)


Eric Clapton (1945 - ...).

Há já mais de 2 meses (desde 9 de Janeiro) que não publico nada sobre os apóstolos musicais. Retomo agora essa espécie de vida dos ditos com o décimo primeiro, o virtuoso Clapton, nunca tão rápido como o Lee nem tão brilhante como o Page (está quase a chegar), mesmo nada de tão inovador como o Hendrix , nem de perto nem de longe tão melodioso como o Carlos, o que é um facto é que não poderia faltar no retábulo, seja pela «slowhand» nos Yardbirds, pelo ácido do Cream, pela magnitude de Blind Faith, ou por todas as restantes manias de tratar a viola como a sua real senhora eléctrica (she don't lie... she don't lie... she don't lie...).

segunda-feira, 23 de março de 2009

A Outra Margem / The Other Side

Um filme de Luís Filipe Rocha
Já deveria ter visto este filme há mais tempo, mas ... vale mais tarde do que nunca e, neste caso, o dito comum é completamente verdadeiro.

Nos últimos tempos tenho saído a meio de diversos filmes portugueses, umas vezes aborrecido e ensonado até mais não, outras completamente irado com o péssimo serviço que alguns «cienastas» continuam (deve haver muito dinheiro por aí sem qualquer destino) a prestar ao cinema português.

Não foi isso que aconteceu no passado sábado em Faro, no Teatro das Figuras, onde a associação Apatris 21 levou a cabo uma sessão de visonamento do filme A Outra Margem de Luís Filipe Rocha. Trata-se de um excelente filme, sem dúvida um dos melhores filmes portugueses dos últimos anos e, decididamente, um dos filmes mais bem trabalhados em termos da totalidade expressiva das linguagens fílmicas utilizadas, desde a direcção de actores à sonorização e montagem. Espartano e exemplar modo verdadeiramente cinéfilo de contar uma história ( ou duas, ou três, ...) que nos faz voltar a crer que talvez ainda valha a pena, de vez em quando, ir ver cinema português. Mas não foi apenas a excelente realização e utilização de meios cinematográficos que me impressionou. De facto, tal como tantas vezes me senti profundamente envergonhado face à imbecilidade de tantas outras historietas candidatas a reflexo de uma suposta idiossincrasia nacional-autista com ares intelectualóides, desta vez senti-me profundamente emocionado com a honestidade simples daquela narrativa que nos transporta sem peias nem outros maniqueísmos para um universo da diferença humana, imperfeito, claro, por confronto com os nossos universos reais, sociais, individuais e quotidianos onde ainda predomina a mais perfeita indiferença.
Obrigado Luís.
(Também publicado em O Charme Discreto da Bloguesia).

domingo, 22 de março de 2009

Informação, Comunicação e Literacia nas Sociedades Modernas



Publicado no Observatório do Algarve em 19/03/2009.
Photo credit: Yurok Aleksandrovich

A informação nas sociedades contemporâneas ainda é «bichinho álacre e sedento»? Ou seja, ainda é o principal móbil de tantos esforços e sacrifícios apenas para garantir o nosso direito ao conhecimento dos factos e dos contextos?
Ou é já, fundamentalmente, uma mercadoria transacionável como qualquer outra e portanto sujeita às vicissitudes da oferta e da procura, usando os seus agentes produtores e difusores, por vezes e até amiúde, todos os meios possíveis e imaginários para a tornarem numa mercadoria mais atraente e apetecível, logo, provavelmente mais rentável?

De facto, as sociedades modernas tornaram-se mais explícitas e transparentes do ponto de vista informativo, mas a tal explicitação e transparência nem sempre corresponde uma dimensão de entendimento e partilha da informação entre todos os elementos que deveriam participar nos processos comunicativos implicados nas actividades de produção, difusão e recepção informativa.

No entanto, a crescente presença dos meios de comunicação - os media - no quotidiano das sociedades modernas e na formatação dos modos de organização desse quotidiano, nomeadamente no que respeita à utilização dos novos media, implica só por si uma maior consciência dos próprios media e das suas funcionalidades.

Esta condição de consciência mediática tem sido identificada em vários contextos de informação, comunicação e educação, vindo a ser designada, cada vez mais assiduamente, por Literacia dos Media.

Um dos principais problemas com que se debate esta nova forma de literacia nesses contextos vários de explicitação e utilização informativa, mas sobretudo relevante no contexto comunicativo, colaborativo, interactivo e multimediático da Internet, é o da credibilidade dos conteúdos e das suas fontes, designadamente no que respeita à sua origem, independência, e natureza dos objectivos reais.

Nestes novos contextos informativos, um estado desenvolvido de Literacia dos Media, nas suas vertentes cultural, crítica e criativa, é um dos melhores instrumentos que se poderá propor aos produtores, difusores e receptores dos media, de modo diferenciado, mas de valor igual.

Essa proposta é um dos grandes desafios que as Universidades devem encarar e assumir na definição das suas missões e objectivos para a modernidade.

domingo, 25 de janeiro de 2009

O Plágio e a Matéria Prima


Já que andei a citar algumas notícias mais recentes e também mais Socráticas do Público, aqui fica também, com as devidas referências, esta citação do Provedor e esta transcrição (do mesmo jornal, mas já desaparecida do acesso «Público» mais directo) reenviada pelo Paulo Cunha da Música XXI. E, assim como «bichinho álacre e sedento» fica também uma impressão vaga, difusa e ligeiramente incómoda de que se trata tudo da mesma coisa - qual insustentável leveza da educação?

«Precisa-se de matéria prima para construir um País»

Eduardo Prado Coelho - in Público, antes de falecer (25/08/2007)

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.Agora dizemos que Sócrates não serve.E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.O problema está em nós. Nós como povo.Nós como matéria prima de um país.Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos.Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.Pertenço a um país:- Onde a falta de pontualidade é um hábito;- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquantoa pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda detrânsito para não ser multado.Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente queconfiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.Não. Não. Não. Já basta.Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até seconverter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...Fico triste.Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.E não poderá fazer nada...Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.Qual é a alternativa?Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimentocomo Nação, então tudo muda...Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.É a indústria da desculpa e da estupidez.Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.E você, o que pensa?.... MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO

sábado, 24 de janeiro de 2009

«Preço das memórias caiu 85 por cento»


«José Sócrates durante uma visita à unidade fabril da Quimonda, em ... Maio de 2008»
In Público de 24.01.2009, por J.M.R.

- Por isso é que o Alemão anda pela hora da morte ...

- E há outros que andam de Burka ...

- E quem tem olho, em terra de cegos ...

- Ainda dá em filósofo grego.

Ganda Tanga!


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Cantando as Janeiras - The Rama-Sound!

Rama-lá, Rama-dá, Rama-ao-Deus-dará, e se Deus não der, Ò'bama, o que é que aí virá? Vêm os Heróis da Rama?


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

After the 60s, the Party was Over?


Terminada a década de 60, continuaram as listas do «Em Órbita», talvez até com maior rigor e apuro, que também se reflectem nas transcrições do meu amigo David:
Pior do ano:Mungo Jerry «In the Summertime»
(aqui com a possibilidade de karaoke-party)

domingo, 18 de janeiro de 2009

The Worst and the Revelation of 69 (?)


Hoje , em dia de capicua aniversariante e continuando a divulgação das notas do Francisco F. David, aqui ficam os dois extremos que a avaliação (sem mais nem menos, é mesmo de avaliação de que se trata, ao contrário do que muita gente hoje por aí parece pensar) «orbital», algo fundamentalista - convenhamos, decretou como válida para todo e qualquer bom juízo musical que se pudesse ter em conta à época:
The (worst?) Ballad and the Revelation!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Best Albums of 1969


Ainda «Em Órbita» do ano de 1969, no fim antevisto de uma década fabulosa em termos de criatividade musical, mas também em termos de reinvenção cultural e de rompimento comportamental com uma longa série de obsoletismos canónicos, aqui fica a lista dos melhores albuns desse ano, tal como o FFD a ouviu na rádio e transcreveu para o seu caderno diário.

Os melhores singles de 1969, segundo o «Em Órbita»

Já aqui se falou do
«Em Órbita», o programa que era absoluta-mente obrigató-rio ouvir, pelo que aqui ficam, com os cumprimentos do Francisco David (mais a sua caligrafia e o seu inglês camoneano), alguns exemplos das prescrições radiofónicas mais prafrentex da época. É claro que o Bob Dylan estava sempre numa categoria à parte.

1º - Atlantis = Donovan (?)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Babylon Literacy


It is also important to praise Bob Marley for his enormous impact on our use of the English language as a lingua franca, which we use widely and freely in spite of all the errors that we may collect and express in spinglish, frenglish, portinglish, … all the babylonical jam dialects. Thank you mon, Ganda Patois!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

(10) Don't cry ... Jam it over!

Bob Marley (1945 - 1981) foi e é bandeira de várias gerações (à semelhança do Jim), mas eu descobri-o já relativamente tarde porque durante os anos em que ele fez a sua entrada de sucesso no UK e, por tabela, na Europa (1974-76) andava eu muito bem entretido com outras coisas, tais como as filmagens de tudo o que foi movimentação social e política neste jardim à beira-musa plantado, desde os SUV (que não eram carros de tracção às 4 rodas para subir os passeios em Cascais) até às Mocas de Rio Maior (que não eram meninas sem cedilha muito arrebitadas), pelo que as músicas que eu mais ouvia então eram as das sessões de canto livre onde pautava a melhor platibanda de cantautores da casa republicana, laica e revolucionária. Depois veio Novembro com um certo frio imprevisto para o qual não se estava suficientemente agasalhado, os cravos das lapelas dos cantores murcharam um bocado e logo uma série de frieiras que andavam meio envergonhadas (excepto em Rio Maior) foram desabrochando um pouco por todo o lado. E eu, frio por frio, voltei para o da Suécia que sempre era menos bafiento. De novo às voltas com os livros na Universidade de Lund, retornei a Londres na primavera de 79, onde durante quase todas as férias da Páscoa os estudantes de Drama Teatro e Cinema de Lund passavam umas semanas a gastar as suas mesadas estatais (de empréstimo a longo prazo, mas com juros) e os seus magros dividendos de trabalho extra, porque nessa altura ainda não havia Erasmus nem Sócrates (também não era esse não senhor), em idas ao cinema, especialmente no museu do BFI, no teatro da off-scene, nos pubs (o melhor de todos era o Spaniards Inn) e nos concertos que havia todos os dias (e noites) aos montes.
Aí, em Abril de 1979 assisti a um concerto dos então já consagrados e incrivelmente ruidosos Motörhead e das novíssimas, mas muito acarinhadas por uma geração de late punks, Girlschool como supporting band no Lyceum de Londres (talvez os meus ouvidos nunca tivessem sido submetidos a tantos decibéis duma vez só e em formato tão concentrado pelo velhinho liceu londrino, a EscoladeRaparigas haveria ainda de servir de banda de suporte e não só aos Uriah Heep e aos Black Sabbath), quando descobri que nessa mesma sala tinha sido gravado há quase 4 anos o magnífico LIVE! que comprei de imediato e no qual me deleitei a descobrir as sonoridades lacrimejantemente rasgadas num contratempo de inevitável balanço a puxar para a dança de baixo ventre. Depois nunca mais deixei de ouvir nem o Marley nem muitos dos seus evangelizados, como o Peps que eu já tinha conhecido nas àguas-furtadas da Lunds Nation ainda em 1973 – Long Live the Jaming Roots!