terça-feira, 23 de dezembro de 2008

City of Manif3stos - A Lesson from the Thames to the Tejo

E continuando esta série de outros postais de boas festas, tenho de referir este que está muito Hip e acerta em pleno nas festividades, nas humanidades, nas familiaridades, nas cumplicidades, pelas cidades, das liberdades, de aqui e de Alen-tamisa-idades:
http://br.youtube.com/watch?v=jM0BPIw9rAE
http://www.manif3stos.com/
Bom natal, pessoal, não faz mal, cada qual, ser igual, ou diferente do pai-natal-surreal-em-inglaterra-ou-em-portugal... etc e tal...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Stand By Me, around the world...

Ainda num espírito de natal,
nada comercial,
desta vez por sinal,
mesmo nada mal,
o Manuel Pinto reenviou esta outra versão da vontade de não estarmos sós por onde quer que andemos no mundo.
«When the night has comeAnd the land is darkAnd the moon is the only light we'll seeNo I won't be afraid, no I won't be afraidJust as long as you stand, stand by me»

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Interlúdio


Enquanto faço esperar o Marley e o Page, fica aqui este pequeno exemplo de ludologia musical entre o abrir e o fechar do pano sobre o Percussionista, desta vez sem vibrafones, mas com boas vibes.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Cont. Cena (9) The Winter of our Content

«The Winter of our Content»
could be about how «the future of media is securely in the hands of the tech dudes» in the words of John Fine, another media blogger, but, in fact, it is about Johnny.

Instado pelos comentários do Francisco David (ò Chico, então o José Feliciano? Com franqueza, não havia necessidade…) que já vai à frente na tabela dos comentadores da casa, retomo a explicação do retábulo aos peixes com o João Inverno (o nº 9).
Jonnhy Winter (1944-…), guitarrista de primeira água a puxar para os blues e o seu irmão Edgar, multi-instrumentista a puxar para o jazz, ambos rocking albinos como marca registada de familiaridade musical, a qual pode ser ouvida em «Live Jonny Winter And» e noutros discos, representa aqui a força e presença dos Blues nos domínios do rock e da pop. É bem claro que muitos mais poderiam estar neste lugar e sem ordenar o que quer que seja: John Mayall, John Lee Hooker, B.B.King, Muddy Waters, Bo Diddley, Chuck Berry,…
Mas para quem já leu o post stoneano aqui fica esta versão invernosa do Jumpin Jack Flash.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

CIAC - Are You Talking To Me?


CIAC - Centro de Investigação em Artes e Comunicação
(Research Center in Arts and Communication)
Núcleos de Investigação em Estudos Fílmicos, Comunicação, Artes Visuais e Estudos de Teatro - Pólos na Universidade do Algarve e na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.
- Floyd Searching for Zabriskie (Into the Pink, remember the Point)!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Digital Youth and Media Appropriations, Rewind

For two years ago we (several participant organizations from 9 + 1 different countries) concluded the project MEDIAPPRO with a feeling that we «found something». Now it's time for the University of South California and the University of Berkeley, California, to confirm that those results were not only valid for old Europe but also for the Brave New Worlds (in fact our friends from Canada at the Universities of Montréal and of Sherbrooke had already stated the same). So, how long are the educational authorities of our states going to blind over these facts before they move over to some more pro-active policies, like developing Media Literacy above frontiers, as a sign of mature and responsable perception of the existing global media contexts, instead of taking small ICT pills against local anxieties of a so called 1st world surroundings?
Maybe it is time to move from ICT multimiracle landscapes to Media Literacy reality shows! Shall we try it at the next EUROMEDUC Faro seminar, or at the final EUROMEDUC congress in Bellaria? See you there!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Para não dizer que não falei da avaliação

Dizia o meu amigo e colega Domingos Fernandes, há apenas poucos dias, que avaliar é das coisas mais difíceis de fazer, de implementar, de estruturar, de planificar, de implicar, de aferir, de reavaliar e, sobretudo, de evitar que os processos de avaliação mais problemáticos e eventualmente menos fiáveis, sejam-no lá porque razão for, venham a marcar para todo o sempre as carreiras e as vidas dos avaliados. E dizia ele: «isto é assim para os professores e é assim para os alunos». Ou será que a avaliação só é problemática e eventualmente menos fiável quando se aplica aqueles que têm voz organizada através dos sindicatos, das pró-ordens, ou de outras associações e plataformas de intervenção pública que lhes amplificam as preocupações, eventualmente legítimas?
Aliás, legítimas seguramente, porque como já se disse, isto da avaliação é mesmo coisa muito séria, fartinha de ser estudada, investigada, depurada, reformulada, redimensionada, enfim reinventada, mas sem grande sucesso, convenhamos, pelo menos aqui neste luso-quintal em que nos alcovitamos. Não fora esse falhanço e já teríamos certamente corrigido, como resultado de alguma avaliação mais séria, rigorosa e sistemática, alguns erros de base que nos colocam nos níveis europeus mais baixos das diferentes literacias que se pensa de algum modo poder medir ou comparar, ou seja avaliar.
E aos alunos que todos os períodos, semestres e anos descambam para fora do sistema educativo, vítimas dessa mesma complexidade avaliativa que não se compadece com os seus problemas individuais, sociais, culturais ou cognitivos, nem com a falta de tempo, de paciência ou de competência dos seus professores para os enfrentar, a esses alunos quem é que lhes amplifica as preocupações quando não encontram emprego digno ou quando chegam ao ensino superior (último reduto de estacionamento estudantil e barbitúrico colectivo para o estado geral de desemprego em antevisão) sem saber escrever fluentemente pelo menos numa língua, sem conseguir dominar algumas operações fundamentais de cálculo quotidiano, sem ler o que quer que seja com mais de 2 parágrafos seguidos que não trate de bola e, sobretudo, sem bases nem cultura de questionário, de reflexão, de análise, de síntese, nem, muito menos, de crítica fundamentada? Quem? As associações de pais? Que durante tanto tempo foram vistas como empecilho necessário para dar um ar de modernidade, mas a evitar por todos os meios possíveis e imaginários que metessem o bedelho nos redutos sigilosos das escolas, (claro, os níveis de literacia da população em geral não são alheios a essas associações, logo…)? A Tutela? Ou seja o Ministério que agora está na mira de quase todas as espingardas, mesmo as mais arrivistas? Nem a brincar aos «Magalhães» a Tutela é capaz de identificar os problemas do sistema que gerou e que mantem, quanto mais a dar voz aos famélicos da educação, vítimas dos telemóveis, dos impropérios dos media e de outras diatribes consumistas, mas formadoras, de pé nas carteiras quando deveriam estar sentados a ouvir coisas que a maior parte das vezes não lhes dizem respeito porque não têm quaisquer condições de as assimilar, nem os professores de as avaliar, quais flores de estufa desconexa e desconchavada ao suposto abrigo das intempéries educacionais. Então…?
Pois eu também não sei, aliás, cada vez mais só sei que nada sei, como dizia o outro. Mas, aparentemente, as tutelas e as corporações das esferas educativas parecem saber, uma vez que sempre que abrem a boca é para reafirmar a pés juntos que dali não saem, dali ninguém os tira. Já vi chegar ditaduras ao poder (várias infelizmente) por caminhos falaciosos menos convictos. E a educação, ou antes a falta dela, é meio caminho andado para da dita-mole se chegar à dita-dura (aliás, já alguém se perguntou o que faz uma coisa chamada Inspecção Escolar – só o nome…, bem, provavelmente é uma espécie de ASAE das escolas, até melhor informação – Inspecta? Inspecta o quê? E quem? E porquê? E com que efeito? Então e não avalia…?
Olhem, depois não digam que não falei das flores.
(E já agora podem sempre ver e ouvir o comentário do JMF do Público, que dá uma no cravo e outra na ferradura, mas verdade se diga , que em matéria de avaliação, é muito difícil não dar).

sábado, 6 de dezembro de 2008

De Agregação






Foram as provas que o meu amigo Manuel Pinto, colega investigador e professor das coisas dos media (e também fotógrafo de outros investigadores das arábias, como fica patente na foto acamelada), concluiu ontem com sucesso na Universidade do Minho. Ao Manel, ao seu Departamento e à sua Universidade, aqui ficam os parabéns públicos e as melhores saudações.
(Imagens surripiadas ao semanário Barcelos Popular e ao blogue do nosso amigo e colega Rogério Santos Indústrias Culturais , e, a do camelo, gentilmente oferecida pelo Agregado).

Lethes' Jazz

Depois do clamor da mocidade portuguesa e prolongando o interregno explicativo do retábulo apostólico, tinha de vir o Jazz, como antídoto.
E ontem à noite veio o jazz a la scala, ou seja, na excelente acústica do quase-a-la-escala-em-miniatura-do-la-scala que é o teatro Lethes de Faro, tocaram o meu amigo «Bad Guy» Zé Eduardo, que já toda a gente conhece cá no Burgo, lá na Praça da Alegria, nas Ramblas, no Raval e em La Gracia, no defunto CBGB da Big Apple e até em Sines na Rua do Lanterna Vermelha, mais o Alberto Pintón, italiano «stucked» em Estocolmo há vários anos, o que, aliás, se nota no tempo e no tom swedjazz, a fazer lembrar Jan Johansson, das suas baladas barítono-saxistas. Formação díficil, como os próprios reconheceram, em duo de sax muito variado (do barítono ao ottavino) e contra-baixo bem avariado, ou zézado, mas por momentos também a fazer lembrar os acordes da Song for Che do Charlie Haden, o que justificou um só set com encore. Embora eu tenha ficado com a impressão que aquilo poderia ter ido até 8 ½, pelo menos, ainda que o Nino Rota por lá não tivesse passado, nem sequer o Wagner.
(Nas legendas das fotos, quase ilegíveis, consta «everybody deserves a great bass sound», e não consta «but we got it!» + http://www.gremiodasmusicas.org/).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Mocidade Portuguesa, «Quem manda?» ...

O meu amigo Joaquim Vieira, antigo colega do Técnico e das respectivas lides associativas, orador e mentor teórico dos putos mais novos (como eu) nos seminários clandestinos (eram mais à surrelfa e de regabofe retemperante do que outra coisa) em plena serra de Sintra no ano da imensa graça dos gorilas e das greves de 1972, vai agora lançar um livro sobre a Mocidade Portuguesa, a tal, das botas cardadas dos chefes de esquina e de castelo e mais não sei o quê porque nunca tive uniforme com o famoso S no cinto, embora tenha andado a marchar no pátio do D. João de Castro feito tolinho ainda que à paisana a cantar e a rir levado levado sim e a fazer pontaria com uma pressão de ar torta de nascença, a montar tendas com pauzinhos na mata do liceu e até a carregar pesadíssimos Lusitos para o rio em Belém, que depois nunca velejavam por falta de tempo. Mas por acaso a gente até se divertia (dizer isto é quase sacrilégio para o pessoal da boa consciência política, só que é verdade... mea culpa, mea culpa).
O lançamento será no dia 11, às 17.00, na FNAC do Chiado, com apresentação da obra pelo Pacheco Pereira (olha outro blogueiro). Eu tenho muita pena de não poder ir até lá, porque a província ainda está no mesmo sítio onde sempre esteve e virá a estar mesmo que o tgv nos passe à porta, mas recomendo alegremente o evento aos que puderem usufruir da condição de cidadania urbana e capitalesca - de capital - cidade principal do estado, de coisas. Boa Joaquim.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

(8) O Canto do Jim











Já aqui disse que vários dos apóstolos nomeados poderiam ter sido substituídos por outros tantos, alguns já santos e outros nem por isso, provavelmente assim será o caso de outros mais que ainda estão por vir, mas tal não é de modo algum o caso do Jim Morrison,


no apocalipse
agora,
na hora
da vossa,
nossa,
pôssa,
morte,
antes
do horror
do vazio
da palavra,
a música
é o princípio
do fim,
no canto
do jim.

A música dos Doors (que também passava no Em Órbita e de vez em quando, ainda que algo subrepticiamente, na Associação do Técnico enquanto se carregava o projector de 16mm para exibir pela vigésima sexta vez o Couraçado Potenkin) era um sinal de altivez e de ousadia anti-fadista, fosse à Espera do Sol, com o Jim de calças de couro já morto e enterrado, fosse na Cozinha da Alma do album duplo ao vivo, onde vimos as primeiras imagens do rapaz a dar par o gordo e de farta barba a fazer lembrar o Guevara que copiámos, stencilámos e distribuímos à porta do liceu um par de anos antes. O canto do jim haveria de perdurar para além do Pére Lachaise, onde levei os meus filhos em peregrinação vários anos depois de eu ter chorado em pleno ferribote do Porto Brandão para Belém numa manhã de Julho, quando já só restava alguma oral meio macaca para acabar o 7ºano com notas suficientes para dispensar do exame de admissão às engenharias electrotécnicas. O rio, o sol e os gritos de desespero que haveria de repetir até à exaustão no aconchego do quarto de águas furtadas ao som de um gira-discos rafeiro mas pronto para o exorcismo do xamã lagarto, rei dos poetas das rimas de fraca figura e pé quebrado, Baudelaire, Rimbaud, Brecht.... contra tudo o que nos cheirava a bafio e a delicodoce, tipo, diso é que eu gosto, ou quando o telefone toca... oque nós queríamos era O MUNDO, and we want it... NOW, só nos faltava passar para o outro lado, e do outro lado, na outra margem, estava o sol à nossa espera, era só apanhar o barco dos loucos...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Última C, o 7 (canta ao ouvido do Patrão)


Bob Dylan, aliás, Robert Zimmerman, aliás,... (1941-…)
Quando a sua voz fanhosa imperava nos silêncios prolongados do Em Órbita, sem concorrência de qualquer play list ainda por nascer, ou quando atravessava os corredores desarrumados da Associação de Estudantes do Técnico como uma das raras excepções à música clássica ali decretada como banda sonora oficial do associativismo militante, mesmo que a nossa alma estivesse prosaicamente debruçada sobre a magnífica consistência da sopa fumegante na cantina, a nossa mente acordava como que por instinto de sobrevivência no sentido mais literal do termo, queríamos viver sobre todas as estrofes e todos os acordes e aquela voz fanhosa dizia tudo o que nós queríamos dizer e não podíamos ou não sabíamos, porque feitas as contas, sabíamos muito pouco de tudo e de nada, mas sobretudo também não queríamos olhar para trás, Baby Blue.
Enquanto o Allen Ginsberg faz um número extra:

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ao Meio (é que não está a virtude)?




Il Patrono (…-…), The Boss? (até já houve quem dissesse que era o Van Morrison, mas também poderia ser o Manuel Alegre?), o Chefe da Banda, que seria o nº 7 se fosse apóstolo (número mágico das religiões e da bola, aliás, são quase a mesma coisa), mas que é apenas um entremeado, assim muito mais do tipo «o Patrão» segundo Carlos Ruiz Zafón, que necessita de outras vozes para cantar as suas histórias, mas, seguramente, sem o golpe de asa para trazer pela mão a jovem Cristina, qual electric young lady da terra que acaba no mar, cantando e rindo, de volta às ensinanças do amadurecimento-armado, jogando o jogo do anjo, entre as brumas da memória, levada, levada sim, talvez pela sombra do vento… a sombra do vento que passa?… feita morgadinha dos canibais… e agora, José?
(que grande Fraude!)
(Isabella, para arrumar os papéis, precisa-se!)